Nas últimas semanas temos bombardeado os nossos leitores com várias informações sobre o lançamento do novo CD do cantor Ton Carfi, o primeiro pela gravadora BRO Produções.

No sábado, dia 16 de dezembro, o Gospel Beat publicou em primeira mão, com total exclusividade, a capa do disco.

A criação é assinada pelo designer Douglas Wolf, que foi entrevistado e revelou um pouco sobre os bastidores desse projeto que é o álbum Revolução.

Senhoras e senhores confiram abaixo a entrevista, a capa e o mister Douglas Wolf.

Gospel Beat - Douglas, fale um pouco de você, de sua formação. Quem é o Douglas Wolf e como você descobriu sua aptidão para o design?

Eu sou Douglas Wolf, tenho 19 anos (sim, muita gente fala que sou novo demais), estou na área do design desde meus 13 anos, onde tudo começou como brincadeira na igreja, fazendo peças de eventos. Fui me dedicando, gostando ainda mais dessa profissão e hoje é o que eu mais gosto de fazer, respirar design.

Atualmente, todo o conhecimento que tenho aprendi com a vida (risos), fuçando em sites, livros e revistas. Fiz alguns cursos básicos no SENAC, mas que não ajudaram muito (rs). Porém, para 2012 vou fazer Direção de Arte na Faculdade Belas Artes (SP) e vou começar Publicidade, pra abrir ainda mais minha cabeça com a área de comunicação.

Gospel Beat - Como aconteceu o contato com a BRO Produções para que você fizesse a capa do disco do Ton Carfi?

Foi algo interessante. Eu já gostava muito do som do Ton e entrei em contato no começo do ano com ele, que me pediu para falar diretamente com o Jamba (Bro Produções), pois ele havia acabo de assinar contrato com a gravadora.

Tive esse contato via skype, conversamos e nos conhecemos. Vimos vários pontos e detalhes do projeto e ele me passou essa missão de revolucionar a identidade visual do Ton Carfi.

Gospel Beat - Qual é o conceito da capa do disco do Ton Carfi

Esse projeto foi um desafio para mim, pois estava em minhas mãos a identidade visual e projeto gráfico do novo CD do talentoso Ton Carfi. Uma responsabilidade enorme (risos).

Eu e o Jamba (grande responsável pela identidade visual do projeto) conversamos muito e trabalhamos em várias idéias, vários conceitos. No início foram exatamente umas cinco idéias e conforme foi se finalizando o projeto, fomos nos aproximando desse conceito, até falarmos: “É isso!”.

Como esse novo trabalho possui um repertório agitado, com várias batidas e músicas dançantes, queríamos passar essa sensação na capa com cores quentes, cores que traduzem bem a proposta do CD. O projeto gráfico foi baseado nos anos 80, tanto com cores, formas geométricas e tipografia. A escolha dos anos 80 como referencia foi devido a proposta de design que havia nessa época.

Eu não vivi essa época (risos) e tive que pesquisar bastante. O design daquela época é marcante até hoje, 30 anos depois. Pesquisando fui chegando ao link entre o design e a proposta musical do projeto. A idéia era apresentar essa nova identidade do Ton, algo que mostrasse a qualidade musical dele, a personalidade dele, que é uma pessoa bem pra cima, bem alegre e passa isso para quem esta a sua volta, sua inteligência, sua historia musical…

É basicamente isso, creio que chegamos no link entre a sonoridade do CD e o visual.



Gospel Beat - Você desenvolveu toda a “peça publicitária” do projeto Revolução ou apenas a capa do disco?

Desenvolvi toda identidade visual (juntamente com o Jamba), o projeto gráfico do CD e também fiz outras peças do projeto. Fiz as mídias sociais (Twitter e Facebook) e também trabalhei em uma forma nova da venda dos CDs, o Post Card, onde o consumidor insere um código que esta no Post Card para fazer o download do disco. Fiz o visual dessa peça e do hotsite de download também.

Gospel Beat - Como designer, em sua opinião, qual a importância de se investir em um “conceito de capa”?

A importância é muito grande, por que é a capa que traduz tudo que o projeto quer passar. Traduzir em arte toda mensagem cantada do CD, a meu ver, é um dos pontos mais importantes de um projeto e deve ser feita com todo cuidado, em todos os detalhes.

Em muitos CDs, o artista gasta um bom dinheiro em todo processo musical e sempre deixa o visual por último. Depois quer fazer correndo pra ir logo pra fábrica e acaba não ficando o resultado esperado ou a altura do CD, o que acaba desvalorizando todo um processo musical.

O álbum pode ser o mais top de todos, mas se tiver um projeto gráfico ruim vai desvalorizar, e muito, o projeto. Praticamente, todo tempo e dinheiro gasto gravando, mixando e masterizando será perdido. Deixo aqui um recado: Artistas invistam muito no projeto gráfico dos seus trabalhos, por que vocês mesmos vão ganhar muito com isso.

Gospel Beat - Deixe seus contatos para quem quiser lhe contatar para novos projetos?

Meus contatos são meu blog www.douglaswolf.com.br, meu portfolio http://cargocollective.com/douglaswolf e me sigam no twitter @douglas_wolf

Fonte: Gospel Beat
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Deus abençoe